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Espiando a vida de outra...

Eu sei. Finjo que não sei e ele fingi que acredita nisso.
Sei que os olhos dele lacrimejam de alegria quando fica sabendo que a outra perguntou por ele.
E que chora escondido no banheiro. Ele pensa que me engana quando aceito como justificativa para os olhos inchados e vermelhos do choro, que é apenas dor de cabeça.
Sei que é por ela, a vadia, que ele se matriculou na faculdade. Quer ser doutor pra ela ter orgulho. Porque se fosse por mim, ou até por ele mesmo, continuaria sendo o filho da empregada doméstica do doutor.
E essa certeza que ele vai carregar pro resto da vida de que, sem ela, nunca mais será feliz novamente? Me mata!
Sei que ele fecha os olhos enquanto me possui, só pra ter a fulgás sensação de que a tem nos braços.
Sei que por ela se expõe ao ridículo a ponto de comprar rosas no farol e feito um menino romântico, todo envergonhado e com as faces rubras e pelando, entrega-as na soleira da porta.
Sei que ele escreve cartas para ela. Se não fosse por meu orgulho de esposa corneada, eu daria boas gargalhadas das asneiras que ele escreve, uma vez circulei com caneta vermelha os erros grotescos. Alguns deixei passar, para que ele não se sentisse tão humilhado.
Sei que ele fica mal humorado quando alguém lhe conta que ela tem um novo namorado. ele diz que é ciúmes do filho que fez nela. Sei que ela pensou que por causa desse bastardinho ele me largaria. E eu sabia que a covardia dele não deixaria. E sei que isso não é mérito meu...
Diz que não é bom para o menino ver a mãe toda semana beijando um homem diferente.
- Com qual impressão ele crescerá da mãe? - resmunga pela casa.
- A verdadeira. De que a mãe dele é uma vagabunda! De que ele é apenas o primeiro bastardinho de uma penca - respondo eu.
E apanho. Ah, como dói apanhar com o olhar chicote dele! Se ele me esbofeteasse a cara, de mão cheia, não doeria tanto quanto...
E a ferida que o olhar dele abre em mim, dói ainda mais quando me lembro que ela, a vagabunda, nunca receberá um olhar daquele.
Ele pensa que eu não percebo que uma vez por mês, no dia do pagamento da pensão alimentícia, passa atrás das orelhas aquele perfume importado na esperança quase pueril, de que ela o cheire no cangote. Sei!
E tudo suporto calada, ou quase calada. Ruminando minha dor. Sem ter com quem dividi-la. Porque que o amor, por ele, me fez solitária. É disso que sei e que ele e ela nunca saberão.



- Postado por: Cherry às 00h14
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