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Mini-me...

Ela nasceu no dia 15 de junho a três anos atrás, numa manhã gelada. Tão pequenina, tão indefesa, tão despreparada, tão desavisada que um sopro meu encheu-lhe o pulmão e fez ecoar forte pela sala de parto o primeiro susto que a vida fora de mim lhe proporcionaria.
Quando grávida, eu como toda mãe, queria saber do seu rosto, dos seus jeitos, do seu temperamento. E como toda mãe, queria carregá-la para sempre em meu ventre. A ambivalência que toda mãe tem de querer e não querer que seu milagre, quem sabe o único, seja exposto.
Olhava o mundo à minha volta e pensava que ele não a merecia.Talvez nem eu a merecesse. Duvidei que Deus soubesse mesmo o que estava fazendo com ela colocando neste mundo um anjo. O meu anjo.Não dizem que todos temos um anjo? O meu está aqui, a essa hora, dormindo. De bochechas rosadas e semblante angelical.
Há noites que ela anda mansamente na escuridão do cômodo, com os pezinhos iluminando brandamente seu caminho até minha cama de forma suave e quase imperceptível entre nós se instala. Como tem sido todos os dias. Tá, eu acabo sentindo que esta lá, por um chute ou um empurra daqui, empurra dali para que ela se acomode na cama, mas logo ganho um abraço e um beijo e todos os meus investimentos de ensina-la a dormir sozinha caem por terra. Esse meu anjinho é esperto. Sabe como desarmar.
E tendo-a tão pequena, tão frágil, tão ingênua ao meu lado fico pensando até quando poderei poupa-la de algumas dores, de alguns sofrimentos.
Sei que é inútil querer que ela não sofra por perdas, ou por amores que não darão certo, ou evitar que pessoas façam mal ao meu anjo. Ela tem asas nos pés, brilho nos olhinhos, candura nos lábios quando se abrem em um sorriso, mãos que aliviam as dores. Mais é um anjo que em algum momento se tornará humano. Com todas as qualidades e defeitos de um mortal. E o que eu posso fazer para remediar isso?
Ajuda-la para que não se torne uma simples mortal, um simples humano. Como fazer isso? Não sei ao certo ainda. Talvez ensinar-lhe o (que eu julgo) certo e o errado, dar-lhe educação, tentar fazer com que ela saiba discernir e aplicar o que é justo, fazer que com ela tenha consciência de que tudo que ela faz, seja bom ou mau, voltará em proporções dobradas à ela.
Quantos anos eu demorarei a cortar o cordão umbilical? Eu não posso esquecer que Mini-me deixará de ser mini-me para se tornar Ela. E não uma versão melhorada de mim.
E nessa peregrinação não esquecer também que ela está deixando de ser anjo e mostrar a ela que mesmo assim eu a amo. Do jeito que ela for. Que por ela, e só por ela, meu amor é incondicional. E que seus avós, tios e tias, primos e primas, e principalmente eu e seu pai estamos fazendo o nosso melhor para que ela seja querida e amada, bem sucedida e confiante neste mundo. Estamos nos esforçando para que ela não tenha medo do mundo, nem de ninguém, nem dela mesma.

Outro dia, caminhando com mini-me eu explicava à ela o porque de comer todo o papa e eis que veio a pergunta:

- Mamãe, se eu comer tudinho vou crescer né? Dói crescer?

Olhei para ela, que esticava os bracinhos e os pezinhos, como se crescer fosse uma brincadeira, uma ato espontâneo e divertido, algo valioso.

- Não dói não mini-me, é bom. E eu e o papai vamos crescer com você, tá?


Queria agradecer a £å£i.. que é sempre tão bonitinha e generosa comigo por ter me feito mais um carinho em seu post de 11/06/2005.
£å£i.. Como você é fuceira! kkkkkkkkkkkkkkkk.. Adorei viu? Beijos

 



- Postado por: Cherry às 23h43
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Comportamentos comportados

Estive cá pensando com meus botões:  qual seria a fonte de inspiração dos poetas?
Profissionais ou amadores, todos alimentam-se de alguma fonte na composição das poesias, poemas e afins.
O amor, o sofrimento, o platonismo e a ilusão de ter o que não se pode, leva todas as pessoas a situações de sofrimento, insatisfação.
Mas porque sofremos tanto quando não encontramos a resposta desejada, mesmo para a mínima e banal vida cotiadiana?
Bem, isso aqui não é um tratado sobre comportamentos, educação, cultura, personalidade, tão familiar aos profissionais da área da psiquiatria e
psicologia.
As vezes utilizando a minha própria experiência de vida chego a conclusões diversas.
Que o sêr humano é um eterno insatisfeito, eu sei.
Que ele  frustra-se com facilidade também eu sei.
Que quanto mais tem, mais quer, eu também sei.
Daí acredito nascer as mais variadas “tristezas” da alma e que sempre acaba em somatização ao pobre corpo físico, trazendo as inúmeras doenças até então escondidas num passado genético.
Descobri que bom humor é a chave da saúde, e que educação abre imensas portas.
Que um sorriso vale mais que muitos dólares, e a satisfação pessoal por ter feito algo em prol de alguém massageia indelevelmente nosso ego.
Voltando a poesia e poemas,  as vezes aventuro-me na escrita de ambos. A maior parte das vezes, vivi a situação que fez com que eu  coloca-se para fora tudo o que sentia, era e é uma maneira de aliviar o  stress. E você como faz para liberar esse tipo de tensão. Tensão do amor, da falta dele, da negação dele, da sua não correspondência?
Outras  situações criadas pela mente simplesmente com a finalidade de gerarmos um texto em forma de poema ou poesia, torna-se um  pouco mais complexo. Não tenho afinidade com a musa ou a situação  que me inspira, porém procuro alguma coisa que faça com que meu cérebro elabore uma situação tal que possibilite criar as palavras um sentimento que seja  expresso sob a forma de palavras escritas.
O interessante é que dependendo da situação existe uma fluidez muito grande e rapidamente  elaboro a composição. As situações reais vividas, estas ainda são as melhores pois coloca-me realmente no contexto dando asas ao que chamo de inspiração.
Tente você fazer este exercício. Experimente passar para o papel inicialmente as palavras que caracterizam o que esta sentindo: Alegria, tristeza, amargor,satisfação, tesão, ou até mesmo felicidade. Não deve-se “vibrar” na sintonia dos poetas melancólicos, aqueles para a qual a vida não servia para nada, apenas para a melancolia. Desiquilibrios acabam com o espírito, e com o corpo sob a forma de doenças. A poesia ou poema deve conter um extremo e outro sempre. Claro que pode-se aventurar por um  apenas, e às vezes.
Lembro-me de aulas de literatura no cursinho. Eram ótimas e eu vibrava quando gostava de algum texto. Hoje sou amante de textos, crônicas, poemas e poesias. E você, o que gosta de ler?
Existem poemetos ótimos que se pensarmos nas palavras dão uma imensidão de informações, quer ver?

Rua Morta
Lua Torta
Tua Porta

O que achou? e para finalizar um trecho de um poema que gosto muito.
"Quando hoje eu acordei, ainda fazia escuro
(Embora a manhã já estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.
Então me levantei,
Bebi o café que eu mesmo preparei
Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando
- Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei".

Texto: Luis


Bom, não preciso mais apresentar vocês ao Luis, um dos meus leitores e amigo aqui do blog...
Esse texto dele surgiu de uma proposta no campo dos comentários e que ele gentilmente aceitou.
Então, como é bem comum por aqui e o texto não sendo meu, quem responderá aos comentários será ele em azul e os que forem dirigidos a dna. Cherry serão respondidos em vermelho pra não haver confusões!

Deixa eu ir, porque hoje: caça ao trabalho e meu dia será longo!  Desejem-me Boa Sorte!!!

Beijos!!!



- Postado por: Cherry às 00h27
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Presente para o meu namorado...

Com ele, meu maridex, aprendi que posso conjugar dois verbos: TER e SER, sem abnegar de nenhum dos dois, nem de mim, nem dele.
Vi que posso ser egoísta e altruísta ao mesmo tempo, sem remorsos. E isso não é tão fácil, logo aprendi muito!
Porém, é essa ambigüidade, suponho eu quase convicta, que ele admira. Sim, porque maridex conheceu-me SENDO quem sou, com algumas mudanças no decorrer dos anos. Mesmo me reinventando a cada dia, me reafirmando a cada momento, sou essencialmente eu, a mesma Cherry de anos atrás, com princípios e comportamentos tão meus. Moldados a uma outra pessoa. Em constante movimento, recriando a rotina, afastando a acomodação que é tão sedutora e acessível. 

Nesses dias que antecedem o Dia dos Namorados, não penso ou fico preocupada em comprar o presente, qual será o seu valor, se ele precisa de meias (fim de carreira, né? rs..), ou se ele ficará mais feliz com um CD ou DVD (que agora tá na moda). Fico pensando se EU ainda sou um presente na vida dele e ele na minha.

Comentando isso com a minha mãe, ela me perguntou: Mas você tem duvidas? Me parecem tão estáveis! Tão seguros, tão certos de que durará a vida toda!
Pronto! Mais caraminholas na cabecinha da dona Cherry...
Estáveis? Seguros? Certos? Vida toda? E resolvi parar por ai nas interrogações.

Estáveis...
Soa-me como algo em repouso, meio inerte. Seríamos assim?

Seguros...
Tudo que é seguro, ou aparenta ser seguro demais, me dá a impressão de que se descuida do cuidado, do zelo.

Certos...
O que/quem é certo e ponto final, me causa medo. Só os convencidos têm a ilusão do que é certo. E são tão raras as nossas ilusões sobre nós mesmos.

Vida toda...
Partindo do principio que eu sou eu (há!) e que mesmo com os anos e as adaptações que me proponho a sofrer, ainda sou eu, mesmo se morrer e houver a possibilidade de outra reencarnação, ainda assim serei eu por toda vida que terei direito. É muito tempo!!! Resistiremos?

Pensei, pensei e cheguei as seguintes conclusões:

Estáveis...
Já enfrentamos furacões, vendavais, quase nos afundamos em Tsunamis que inventamos, mas estamos cravados um no outro. O repouso que me causou aversão no inicio, transformou-se em porto de partida, de chegada e, principalmente, de aconchego.

Seguros...
Se por um lado o seguro projetou em mim a imagem de fortaleza inabalável, fiquei a pensar no esforço diário e pouco conhecido que se tem para que a fortaleza permaneça soberba e para que assim permaneça, há de se ter um primor demasiado para que as ervas daninhas não se proliferem, nem no exterior, muito menos no interior!

Certos...
Ponto final. Eu me causo medo, mas não os meus sentimentos à ele, disso não tenho medo. E nossa união não é ilusão, disso sabemos bem, somos convencidos mesmo, nos damos esse luxo.

Vida toda...
Que seja, se toda ela for parecida com a atual! Não há arrependimentos, não há curiosidade em saber como seria minha vida se eu tivesse dito não ao que um dia foi apenas mais uma possibilidade. Não há o mínimo desejo em desvendar como seria eu sem ele.

Maridex é um presente na minha vida. De valor incalculável.

Restava-me saber se a recíproca existia.
Perguntei ao maridex se éramos estáveis.
Sim.
Se éramos seguros.
Sim.
Se éramos certos.
Sim.
Se éramos para uma vida toda.
Sim.
Bem, ele é mais objetivo do que eu, mais direto, ou menos encucado com isso, afinal, sem pestanejar ele acabou me respondendo que sou um presente na vida dele...

EM 10/06/2005

CANTINHO EXIBICIONISTA DA CHERRY

Começo o cantinho dizendo que estou feliz em ter hoje um "poema" meu no blog da Loba, como convidada do amor e orgulhosa em dividir com a Srta. Butterfly o post de lá!!! Confiram!

E este presente eu recebi e fiquei ainda mais feliz!!!

QUEM É ELA?

A fortaleza que no  peito figura
A demonstrar a batalha lutada
Não condiz sempre com a ternura
Expressa e aqui demonstrada

Não sei teu nome até agora.
Apenas que é  meiga e delicada
Que sagaz traz de outrora
O olhar de felina dourada

Se a tez não é jambo-amorenada
Poderá também ter no branco alvura
Quem  a tocar sedosa aveludada
Com certeza tenderá a loucura

O nome pelo qual atende agora
De fruta vermelha e adocicada
Não é morango, uva ou amora
É sim Cherry, mulher amada.



- Postado por: Cherry às 01h19
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A Simplicidade...

De Um Amor...

 Imagem:Fotosearch

Um amor que me balança.

Um amor de tantas brigas

Um amor meio de criança


Um amor de tanta alegria


Um amor que você decidiu (me) ter


Um amor tão carinhoso.


Um amor que me arrepia.


Um Amor este para eu não (te) esquecer.


Nosso presente mais gostoso



- Postado por: Cherry às 13h43
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Eu vou tentando e...

Eu vou desanimando...


Imagem: Taiom



- Postado por: Cherry às 23h56
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Um aliado inusitado...

Nunca fui uma menina bonita. Nem uma adolescente bonita e muito menos ainda uma mulher bonita. Nunca fui doce, muito menos tive por segundos, mesmo que efêmero, gestos graciosos, muito menos olhares cândidos. Nunca fui a garota CDF da classe, não que minhas notas fossem ruins, nem colar eu colava, mas também não era a mais-mais da sala e queridinha dos professores. Até porque eu não sentava nas primeiras carteiras, ficava no fundão com os meninos. Jogava truco na hora do intervalo com eles ou ria sem pudores das piadas indecorosas que só os meninos tem jeito para contar. Eventualmente, quando não queria assistir aulas, pedia para ser dispensada, preferia sair pelo portão da frente, mas quando não davam a autorização, pulava mesmo o muro, junto com os garotos. Passava cola pra eles, algo que hoje não faria, mas na época não via mal algum.

Era difícil me ver ao lado de uma menina, quanto mais numa roda de meninas! Eu vivia grudada à eles. Descobri muito cedinho que as mulheres são complicadas demais e competitivas demais (não que eu ache isso completamente ruim...), que era muito mais fácil e divertido lidar com os garotos. Eles eram mais desencanados...

Como nunca fui bonita e nunca recebi troféus pela minha desenvoltura acadêmica, aprendi também que me tornar 'mano' dos meninos era um jeito de mante-los bem, bem perto de mim. Infiltrava-me no QG deles (kkkkkkkkkkkkkk.. pensem que me passou pela cabeça a música do missão impossível!) e virava amiga. Assim tinham a chance de gostar da Cherry e não de ficarem iludidos com a beleza de uma garota. Assim eu podia impressiona-los dizendo minhas bobagens rebeldes, faze-los rir com a minha cara de interrogação quando não entendia uma piada que era exclusiva do universo masculino e quando isso acontecia eles percebiam: 'ela é uma garota!'. E eu pensava: 'Eureka!' e ai aparecia a minha chance para atrair atenção deles para outros atributos meus...

Havia na oitava série um cara, daqueles mais velhos, que não se misturavam com os mais novos mesmo sentando também no fundão, todo presunçoso, às vezes dava lição de moral na galera, um porre. Porém... LINDO! E misterioso e insuportavelmente superior e tão fora do meu alcance...
O que só fazia minha vontade por ele aumentar.

Como eu era uma das poucas que sentava por perto dele, era à mim, a garota bacana, debochada, liberal (e não liberada), a mana, que ele pedia os cadernos emprestados. Era à mim que ele pedia para se sentar ao lado quando tinha alguma leitura dos livros que por displicência (?) ele não comprava. Era à mim que ele suplicava com os olhos para fazer a prova em dupla. Ele, se misturar ou precisar dos pivetes? Não...

Um dia, numa conversa bem banal entre uma e outra questão de química, soltei uma piadinha infame seguida de uma piscadinha mais infame ainda. E assim ele soltou uma frase que poderia me fazer odia-lo pro resto da minha vida, mas que eu adorei:

- Sabe, morro de curiosidade em saber como seria passar minha língua no vão dos teus dentes.

Pensem na minha cara!!!!

Péra, deixa eu antes explicar uma coisinha...
Eu tinha um vão enooooooooooooorme que separava (óbvio...) os dentes da frente. Coisa de 10 milimetros. Um complexo na minha vida né? Bom, depois eu coloquei aparelho, joguei fora pois achei que a dor não valia à pena e tal...
Mais então, voltando ao menino e sua frase. Tirando o teor sexy da frase e a forma como ele disse (ai, cadê meu leque?) o mais provável era que eu ficasse ofendida por ele ter tocado no meu ponto mais fraco na época. O meu defeito mais evidente e abominável. O vão que eu escondia com as mãos ao sorrir. O vão que me causa uma timidez sem tamanho e quase me paralisava diante de alguém que eu tivesse que pela primeira vez abordar. Lembro-me que em resposta a frase dele eu apenas sorri, sem as mãos cobrindo os dentes...

Resumo da ópera que eu já enrolei demais pra dizer o que eu queria: Se amar e se aceitar é difícil, às vezes a gente precisa de um tranco externo para perceber que nem tudo que parece defeito (interno/externo) é empecilho se o cara for (mais) experto (do que você).

Depois desse dia, toda vez que eu percebia algum tipo de receio/constrangimento nos garotos em ficarem comigo por causa do (bendito?) vão eu soltava a frase do menino. E funcionava, sempre.

A gente pode reverter alguns 'defeitos' e torna-los em um aliado...



Era mais ou menos assim...



- Postado por: Cherry às 21h31
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Um dia eu pinto lá...

Quando souber onde é "lá"...


Nunca é cedo demais para pensar nisso...

 

You can't change the world
(Você não pode mudar o mundo)
But you can change the facts
(mas você pode mudar os fatos)
And when you change the facts
(e quando você muda os fatos)
You change points of view
(você muda pontos da vista)
If you change points of view
(se você mudar pontos da vista)
You may change a vote
(que pode mudar um voto)
And when you change a vote
(e quando você muda um voto)
You may change the world
(você pode mudar o mundo)
Martim Lee Gore-DM in New Dress



- Postado por: Cherry às 23h16
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