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A Quanto Tempo Ela Estaria Ali?

... e um calor foi tomando conta de todo o corpo de Amanda, nem o vento gelado que batia em suas costas baixava a temperatura de seu corpo.
Suas mãos satisfizeram o desejo e roçaram pelos cabelos curtinhos dele. Sentiu finalmente as mãos dele em sua cintura, prendendo-a e puxando-a para mais perto dele, possessivamente. Era assim que Amanda o imaginou.
Selvagem. O que é bem diferente de ser rude ou grosseiro.
Pablo é o tipo de homem que tem pegada. Daquele que sabe como segurar com força, deliciosamente sutil, uma mulher. Daquele que sabe como encaixa em seu corpo, seja na horizontal ou na vertical, como estavam.

Por isso resolveu brincar com ele, o faro de Amanda raramente se enganava nessa questão.

As mãos dele subindo e descendo por sua cintura e suas coxas, levantando levemente o vestido laranja dela, deslizando pelas laterais, coxas em atrito com as dele.

As mãos mostraram-se impetuosas, nada aflitas, porque aflição serve como uma luva para os inábeis. A boca sugava  com volúpia a língua de Amanda que serpenteava por lá, não havia como conte-la, a língua dela era reflexo do seu desejo.

Resignado, descolou sua boca da dela, o que foi doloroso para Amanda que estava adorando aqueles beijos.
E com sua língua, trilhas de labaredas desenhou em seu pescoço, que estava completamente à mercê, assim como ela inteira.
Amanda aspirava o forte aroma que a pele dele exalava, aquele que se propaga por todo o recinto, mesmo sendo o recinto em questão uma varanda. Dado alias, que só se lembraram quando, entre um sussurro e outro, um beijo e outro, perceberam a presença de uma moça, encostada no batente da porta.

Largaram-se rápido, mas de quê adiantava se a moça já tinha visto o que estavam fazendo? Sabia-se lá a quanto tempo estava ali, admirando a cena!

Amanda não sabia se o rosto avermelhado dele estava assim por causa do amasso ou se estava por vergonha em ser surpreendido num estado digamos, evidentemente teso...
E Amanda deu-se conta do pior, para ele, claro. Sua namorada era amiga de todos ali...



- Postado por: Cherry às 13h42
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Amanda não se lembra da conversa direito, até porque mal conseguia ouvi-la. Os batimentos contínuos, acelerados de seu coração quase a ensurdecia e também porque o papo em nada foi importante.

Lembra que Pablo, esse era o nome do rapaz, lhe contou que a maioria dos convidados moravam naquele condomínio a décadas, inclusive sua namorada, que deveria estar dormindo em seu quarto dois andares abaixo. Ele não, ele morava no outro, duas ruas para baixo, mas já havia morado ali, foi assim que conheceu Jamil que apesar de alugar Amanda com um papo chatérrimo, era um cara legal, jurava ele.
Foi assim que conheceu todos os outros e a Barbie, sua noiva. Não, Amanda nem sequer fez questão de se lembrar do nome dela.

Amanda se perdia no sorriso zombeteiro daqueles olhinhos puxados. Imaginava se aquele tom avermelhado da pele dele era de sol ou não. Observava os dedos longos e grossos apontando para a direção do prédio dele e imaginava que deveria ser delicioso roçar a palma da mão nos cabelos curtinhos de Pablo...
Dava pouquíssima importância para as palavras dele, estava fascinada pelas nuances da voz. Pablo tinha um jeito e fama de bad boy, mas era simpaticíssimo, espirituoso, sagaz. No final de cada frase, uma piscada de olho, maliciosa.
E foi observando os trejeitos dele que Amanda se percebeu incontrolavelmente seduzida. Era hora de reverter o jogo. Ou ficariam ali, conversando a noite toda ou até Lucia aparecesse com as bochechas afoguentadas de tão rubras e agora, isso era a última coisa que Amanda queria que acontecesse.
E num impulso, não querendo perder a oportunidade, entre uma frase e outra de Pablo, ela o beijou.
No início calmamente, mas o beijo ganhou força diante da reciprocidade e uma língua avassaladora e destruidora de qualquer bom senso que Amanda já não tinha, invadiu sua boca, dançando e (re)quebrando junto a sua...

Nós,
Amanda  Cherry
AndréIa

Desejamos a todos nossos leitores e amigos uma ótima Páscoa, cheia de chocolates..rs..

Beijos!!!



- Postado por: Cherry às 23h44
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Queria MATAR Lúcia, que só ia ali, já fazia mais de meia hora, dizer um simples olá para o príncipe-dono da festa sumiu abandonado-a com aquele chato que só sabia falar no quanto ele era sedutor, exímio admirador e o ouvia dizer, meio que soletrando: CO-NHE-CE-DOR do sexo feminino. Sorte que ele não tinha bafo! Estava ficando terrivelmente irritada toda vez, e era toda vez, que ele se aproximava tentando causar a falsa impressão nos demais, que já estava intímo de Amanda, que estava começando a  se achar uma ingrata por não perceber e retribuir ao charme fatal  dele, que por pura falta de opção (ou não) dispensava-lhe tanta atenção. Dispensava mesmo! Alguém tão irresistível não precisaria se vangloriar tanto, a alto (Amanda suspeitava que altíssimo) som o quão espetacular era. Um milagre não passaria despercebido, logo...

Era necessário mais um gole na vodka.

Alias!!! Terminaria rapidinho aquela vodka e daria a desculpa de abastecer o copo para se livrar do chato-convencido!!! Foi no meio dessa felicidade, por achar uma saída educadinha daquele monólogo, que viu o moreno-galinha com um braço enlaçando a cintura da Barbie ambulante e com o outro acenar da porta do apartamento para se despedir de uns amigos. 
"Eu estou lesada mesmo! Tô aqui perdendo um baita tempo ao lado desse chato e nem o nome do rapaz descobri!!!" - pensou entortando a boca, um sinal evidente de desgosto.

Era necessário mais dois goles na vodka.

- O que foi? Estou te chateando?

"Ai se eu falasse tudo o que penso..."

- Não! Imagina! O que você estava falando mesmo?

- Blábláblá...

Depois de dez minutos, sentindo a vodka acalorar suas faces, desistiu. Ia caçar Lúcia feito irmã caçula, ou ficar parada feito um abajur num canto qualquer até que ela surgisse sem batom ajeitando a roupa, ou pegar um táxi e voltar sozinha pra casa (hum, ela ABANDONAR Lúcia era uma ótima idéia!!!)...
Qualquer coisa!

- Errrrrrr, vou pegar mais bebi..

- Ótimo! Vou com você!

Era necessário mais 10 goles na vodka que havia acabado...

- Sabe... Antes eu quero ir até o banheiro. Sozinha. Claro, se você não se importar...

- Não, não, eu te espero. Bem aqui, pra você não me perder. Ou prefere que vá junto até a porta?

- Acho que ainda consigo chegar ao banheiro sem ajuda!!!

Tentou conter-se, mas foi impossível, saiu em disparada, alcançou a mesa, arrancou um copo de refrigerante e engoliu seu conteúdo, numa golada só. Seria bom para refrear a bebedeira.

- Oi! Estava te procurando!!!

Amanda podia jurar que o rosto avermelhado da esbaforida Lúcia não estava assim por causa de alguma bebida... alcoólica.

- Ah é? Estava mesmo? Sei...

- Cadê o Jamil? Cansou-se dele né? Imaginei. Vem cá, vou te apresentar o Wilson, ai você fica conversando com ele, até eu terminar o meu papo com o príncipe-dono da festa lá embaixo, vai ser rápido não vou me demor..

- Não! Você tem meia hora pra terminar esse 'papo' e voltar pra cá! Ou eu vou embora sozinha, ok???

Ficou nítido que aquilo era uma promessa e que Amanda não a quebraria.

Papo, papo. Papo bobo era aquele que Lúcia tentava aplicar em Amanda! Mais que diabos se faz no hall de um prédio??? "É, eu tô ficando lesada mesmo..." pensou já a caminho do banheiro.

Enrolou o máximo que pode, sentiu até vontade de espremer uns três cravos bem próximos da boca, mas achou que não ficaria bem sair de lá com a cara inchada e vermelha e já estava ficando esquisito a reclusão naquele cômodo da casa.
Desconfiada, lentamente, abriu a porta e procurou por Jamil e viu que ele estava conversando com outro homem, queria traçar um caminho, para qualquer lugar desde que bem longe dele, sem ser notada, mas como? Trajando aquele vestido laranja?
Achou uma porta com vidros decorados e pode notar que ela daria para a sacada. Isso! A sacada! Muito mais que perfeito, levando-se em conta que Jamil estava de costas para a varanda, seria fácil, fácil chegar até lá sem ter que fazer nenhum tipo de malabarismo.

Parou na mureta, ficaria ali, por mais 20 minutos, contando as pequenas luzes que via de lá, igual uma idiota esperando por Lúcia. Concentração. Ajudaria, para que o tempo passasse mais rápido, concentrando-se  fielmente em algo bem inútil, como aquela festa. Festa? Devia mesmo ter ficado em casa com o seu ritual de melecas e ir dormir depois...

- Você eu não conheço. Ainda.

Amanda virou-se e deu de cara novamente, com os olhos negros do moreno. Só que dessa vez bem mais próxima.



- Postado por: Cherry às 01h06
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