
Márcio não parava de tagarelar dentro do carro. Estava tomado por uma euforia tardia. AndréIa estava preocupada com o estado do menino. Se ele chegasse em casa agitado daquele jeito, a esposa com certeza perceberia que tinha uma conotação sexual. Apesar de terem escoado os vestígios ralo abaixo, num banho cada qual em seu momento, AndréIa sabia bem que outros sinais poderiam denuncia-los. Seguindo sua orientação, nem Amanda nem Márcio haviam passado sabonete pelos corpos. Como explicar o cheiro do sabonete depois de um dia quente que provocara transpirações nada agradáveis? Também não podiam molhar um fio seguer dos cabelos, o que foi uma árdua tarefa para Amanda, que tem por hábito lavá-los todos os dias, entra de cabeça e tudo debaixo do chuveiro. Como explicar um cabelo molhado sem chuva? Alguns cuidados, os mínimos, deveriam ser tomados e quem melhor do que AndréIa para pensar neles?
Márcio fala sem parar. Sobre futebol, sobre a cerveja que esquentou enquanto ele tomava banho, sobre o trânsito àquela hora da noite, sobre os negócios que começavam a dar frutos. Como trabalham os três na mesma área, começou a pedir dicas sobre quais estratégias eram as mais eficazes. As meninas só respondiam em monossílabos ou por acenos. Ele elétrico, elas retraídas.
Estacionou o carro no mesmo lugar onde havia pego as duas. AndréIa foi beijar-lhe o rosto e o momento foi de confusão, ele virando o rosto pra um lado, ela virando pro mesmo lado, acabaram se beijando na boca. Um selinho.
Amanda que não queria passar pelo mesmo embaraço mirou logo a boca do rapaz e deu-lhe o selinho.
O carro partiu e elas ficaram ali, em pé, imóveis, com os olhos perdidos na longa avenida onde tudo brilhava, os faróis, os letreiros, enfim, tudo tinha luz, exceto elas. Elas tão apagadas...
Como se todo o restinho de atividade interna substancial houvesse extinguido. A chama que as impulsionara havia sido apagada, num sopro rápido.
- Bom... - O silêncio foi quebrado por AndréIa - Vou pegar meu metrô. Quero pegar o pessoal acordado ainda.
Amanda riu. O timbre ameno das palavras de AndréIa ecoou dentro de Amanda como um estalo para a vida voltar ao normal. Ao mesmo tempo em que uma parte delas havia morrido, ou sendo menos dramáticas havia ficado naquele motel, outra parte renascia. Teriam tempo para descobrirem qual porção havia surgido daquela experiência.
Por mais que houvessem pensando e planejado antes de ingressarem em tal empreitada, o baque sempre vem depois. Disso Amanda e AndréIa sabiam bem.
- E eu vou pra casa também. Deve ter alguém preocupado com a minha demora.
Abraçaram-se e cada uma caminhou em sentido contrário.
Era uma quarta feira.
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E de tanto insistir, a M.I.C.A, num surto, leu as entrelinhas!!! E olhem que lindo ficou!
"O Corpo vazio de uma tarde sem amor
A mente vaga, vagarosamente fugindo da dor
A dor de um amor vazio
A satisfação animal nunca será tão plena, tão alva..."
Por essas e outras que eu amo e não abandono esse blog/xodó!!!
Não precisavam se olhar. Sabiam bem qual era a expressão que cada uma tinha no rosto.
Não podiam dizer que não esperavam por isso. Estavam com um homem de corpo jovem, belo, cheio de fantasias, ofegante, sedento, deitado, que se sujeitou a dominação ansiando pelo contato das moças. Mesmo sem poder ver, a imaginação daria imagens suficientes para atiçá-lo ainda mais ao saber que elas se tocavam.
Desnecessariamente Amanda olhou para AndréIa, só para não pairar qualquer tipo de duvida em algum futuro. Ela acenava negativamente, enquanto um sorriso encabulado delineava seus lábios entreabertos.
Não se importaram por estarem nuas perante a outra e ambas movidas pelo mesmo impulso abraçaram-se. Forte.
Amanda sabia. O desejo não era concreto. Nem da parte de uma muito menos da parte de outra.
AndréIa sabia. Dali elas não passariam. Cada uma conhecia o limite da outra.
Márcio contraiu-se, estremeceu-se. Imaginando no abraço, o beijo que não houve e nem haveria, não por recalques ou medos, mas por não sentirem tesão uma pela outra. Todas as curiosidades e duvidas dissiparam-se naquele abraço. O constrangimento evaporara.
Apesar de inserirem-se naquela situação por acharem que sim, perceberam não ser objeto de desejo entre elas.
Afastaram-se e pela primeira vez naquela noite, naquele quarto, olharam-se nos olhos reconheceram os verdadeiros motivos para estarem ali.
Recordaram o que gerou aquele momento, reviram as inseguranças colocadas no ego de cada uma, a competição semi-danosa que se instalou, desmistificaram comparações.
Voltaram os rostos para Márcio.
- Posso? - Perguntou ele movimentando as mãos em direção ao rosto insunuando puxa a venda suavemente - Tirar...eu posso?
Amanda permanecia fitando AndréIa enquanto ria, um pouco alto para o quarto que até então abrigara somente gemidos.
AndréIa deu-lhe uma piscada. Não abandonariam o garoto.
A morena curvou o corpo aproximando-o dele, passou o bico dos seios na boca do rapaz que logo colocou a língua para fora e o lambeu.
As pernas da loira transpassaram pelo corpo másculo e desceu os quadris vagarosamente até roçar seu sexo no dele.
Ajeitou-se, lambeu os lábios molhando-os, e com a boca bem próxima ao ouvido dele, Amanda proferiu cada sílaba soltando um sopro morno:
- Se você tirá-la... - apesar da voz doce, o som escapou ameaçador e sincero - Vamos embora...
Enquanto sussurrava, movimentava calmamente o tronco de maneira sinuosa, deslocando as ancas sensualmente, nisso o mamilo que havia sido lambido e que ainda estava úmido, encostou-se à pele dele eletrizando ainda mais os pelos de Amanda.
- Não... Eu preciso ver...
Uma das mãos dele fazia desenhos circulares, brincando, provocando o mamilo de Amanda, enquanto a outra estava agarrada a um dos quadris da mulher loira, tentando impor o seu ritmo.
- Tsc, tsc, tsc...Imagina... Imagina...
E cada uma foi saciar o desejo no toque, na pele, na boca...
...dele...
************FIM************
************Desta História...************
E pra quem duvida, Amanda também é poesia!
Morena de corpo curvado,
Bico do seio... botão lascivo,
Empinado, lambido, à perdição,
Da luxúria ao prazer triunfal,
No gostoso vôo da rasante águia,
A beliscar suave os píncaros,
Do rochedo-carne, pulsante, pleno,
Capaz, para todo o jorro da glória
Amanda negou o pedido. Sentia-se mais excitada pensando que a ausência de imagens podia estar alucinando a imaginação dele.
- Mais podemos soltar suas mãos, se prometer não tirar a venda...
Sussurrou AndréIa bem próxima ao ouvido dele. Já estava sentindo a falta de uma mão percorrendo seu corpo.
- Pro...meto - A voz dele saia sem força alguma, mas cheia de malícia
As duas, em movimentos retardatários, desataram os nós e tão logo se sentiram soltas, as mãos de Márcio iniciaram a procura instintiva dos corpos femininos.
Permenacia deitado, tanto dando a impressão de cordato servo, quanto de imperioso sultão. Com uma das mãos agarrou o pescoço de Amanda e direcionou a cabeça dela para um pouco mais abaixo da barriga, soltando logo em seguida. Amanda fez que ia, mas não foi. Parou ali mesmo, na barriga.
As mãos, agora libertas, direcionaram-se para as costas de AndréIa e começaram a descer o zíper posicionado na parte traseira do corpete. Descia-o de forma tão lenta que a cada dente desunido, ela soltava um sopro de ar aliviado. Ajudou AndréIa desvencilhar-se da peça e jogando-a ao chão cobriu os pequenos seios dela. Com o corpo arqueado, agonizava com os dedos de Márcio roçando libidinosamente em seus mamilos rosados, em riste.
O quarto, que exalava a excitação sexual, mordidamente energética que os três emanavam, ecoou entre um gemido e outro, a voz dele, voltada para...
- Amanda... Vem aqui...
E Amanda foi.
O rapaz tirou as mãos de AndréIa e encaminhou-as para Amanda, ajudando-a a tirar seu corpete um pouco mais rápido do que fizera em AndréIa.
Só restavam três peças, as calcinhas e a venda, para que estivessem completamente nús.
Num rápido abrir de olhos, Amanda viu a amiga debruçada, as costas toda nua, demorou-se na reta que a coluna fazia, percorreu-a com os olhos, de uma extremidade à outra, toda sua amplitude...
Elevou a cabeça, girou-a sobre o pescoço e voltou a fechar os olhos.
AndréIa mantinha o olhar abaixado, mas observava as coxas retesadas da amiga, não atrevia-se a subir um pouco mais os olhos...
Sem os corpetes, sentiram ao mesmo tempo, um dos dedos de Márcio deslizando por elas, iniciando pelo centro de seus colos, descendo, passaando entre os vãos dos seios, riscando os ventres, circulando os umbigos, desbravando os frouxéis, alcançaando suas vulvas e lambuzando-se em seus fluidos.
Um extenuado murmúrio escapou dos lábios de AndréIa, enquanto as pernas de Amanda estremeciam...
- Gatas... - Márcio iniciou o pedido - Beijem-se...
...E encontrou a singela lembrança de conhecer aquele labirinto que era a boca de Márcio. As mãos até então imóveis, agarraram o rosto dele, quase fincando as unhas nas bochechas de Márcio. E como quem desaba por ausência total de forças, deixou o tronco cair sobre o dele prendendo momentaneamente a cabeça de Amanda entre os dois. Amanda saiu rapidinho e olhou a cena. Agora entendia, vendo uma sequiosa AndréIa debruçada, porque ela acendia os desejos masculinos. A sabedoria do homem em identificar mulheres ardentes escondidas em atitudes tímidas era algo que intrigava cada vez mais Amanda. Que outra mulher poderia imaginaria que AndréIa fosse capaz de tal abandono? Só mesmo o faro apurado de um homem...
AndréIa que agora acariciava sôfrega com as mãos impacientes o pescoço do rapaz, mexia de forma discreta os quadris, quase chegava a ser um rebolado. Amanda fechou os olhos, aprendera em certa circunstância que era melhor mante-los assim em determinadas ocasiões. Lambeu a lateral do tórax desenhando uma linha sinuosa com a língua na pele arrepiada de Márcio.
Estavam tão próximas...
Agora estavam as duas, como espelhos, ajoelhadas com as mãos apoiadas no macio colchão, frente à frente.
Amanda elevou só um pouquinho o corpo e engatinhou em direção aos pés do amarrado e lá chegando tocou os dedos e com os seus dedos percorreu a sua extensão. Subiu os dedos até altura das canelas, abaixou o rosto e sugou o dedão, passou a língua entre os vãos...
Na outra extremidade, AndréIa beijava brandamente um dos ombros de Márcio. Os dedos dela apertavam-se suavemente beliscando os mamilos intumescidos dele.
Márcio arfava e vez por outra saia um sopro dolorido por entre os dentes semicerrados. A aflição doce de agonizar tendo os bicos do peito apertados misturada com os calafrios que sentia toda vez em que seu dedão era abocanhado pela boca de Amanda fazia com que seu corpo todo estremecesse e ganhasse som através de murmúrios incompreensíveis.
Retesou os músculos da perna quando se deu conta que uma subia por sua canela chegando até a coxa e mordiscando-lhe levemente e que a outra descia por seu abdome deslizando por uma língua astuta com as mãos cravadas em suas ancas.
E elas estavam tão próximas novamente...
Tão próximas, que mão de AndréIa chegou a deslizar ardilosamente pelos cabelos de Amanda.
- Tirem a venda - Num sussurro fraco, ainda assim impositivo, impulsionado pela certeza de sabe-las próximas, proferiu a frase para ganhar o deleite de também vislumbrar os três corpos. E novamente...
...Entreolharam-se.
Entenderam no silêncio dos lábios entreabertos que ainda não era hora de soltar o rendido. Não por receio de qualquer espécie, mas porque agora estavam se divertindo e não queriam parar e perder tempo soltando-o.
- Não...Ainda...
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Ai gente!!! Adorei a parte em q AndréIa despencou sobre Márcio e quase esmagou os últimos miolos de Amanda!!! kkkkkkkkkkkkkkkk.. Ai, ai... Tinha q acontecer algum m.i.c.o, né? kkkkkkkOps! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Beijos!!!
Cherry...

Entreolharam-se...
Márcio remexeu as pernas num sinal de ansiedade. Olharam para as pernas grossas do menino e voltaram a se fitar. Sorriram. Era um bom sinal. Apesar do sorriso em determinados momentos, como aquele por exemplo, ser um sinal evidente de nervosismo era também um sinal de cumplicidade. Eram amigas. E só isso. Estavam ali para compartilhar uma fantasia, que talvez nem deveria ser chamado de "fantasia", melhor seria denominar de curiosidade...
Talvez o sorriso nos lábios de Amanda fosse o estopim para que AndréIa afastasse o temor e debruçasse o corpo em direção ao pescoço de Márcio, iniciando assim o que não haviam planejado.
Amanda suspirou fundo e debruçou-se também em direção ao outro lado do pescoço de Márcio.
Levantaram os olhos ao perceberem uma vã tentativa de movimentos braçais dele. Uma hora o laço seria desfeito até porque ambas gostavam de mãos masculinas, mas aquele não era o momento. O momento certo seria quando as duas estivessem mais confortáveis entre elas. Naquele momento era melhor que elas tivessem a impressão que eram as donas da situação. Óbvio que não dá pra dizer que Márcio era insignificante na fantasia. Ela só estava acontecendo por causa dele, porque ele, dentre todos os outros amantes que as duas tinham em separado ou até mesmo em conjunto (Antônio), era o possivelmente traria menos complicações posteriores para as amigas.
Amanda lambia o pescoço de Márcio, assim como AndréIa e decidiu que não daria pra permanecer ali por muito tempo. Um corpo belo, todo nu, exposto, até mesmo aparentemente fragilizado, totalmente a mercê das duas doidas. Era isso. Duas doidas. E porque tentar manter a sanidade, a lucidez, se ali estava sobre alcunha de alguém sem razão?
Avançou para a boca entreaberta e carnuda dele. E lá, entre lábios ávidos, salivas, hálitos quentes, línguas destemidas, Amanda perdeu o juízo, ou reencontrou o instinto. Mordeu os lábios dele e foi afastando o rosto. Que boca era aquela? Que relevância tinha isso? O importante era a forma como ela movimentava-se, vasculhando cantos, provocando os dentes, (des)afiando desejos, libertando libido. AndréIa precisava recordar-se daquela boca...
Livrou o caminho, sabia que AndréIa não se atreveria a beija-lo enquanto Amanda brincasse com a boca dele. Voltou para o pescoço, usando-o como breve atalho para o restante do corpo a ser explorado.
E AndréIa tomou posse dos lábios...