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Amores eternos...

Tudo começou com Adão e Eva. Depois todo o resto, sendo que a ordem dos fatores não altera o resultado. 
Pato Donald e Margarida, Tina e Ike, Camões e Dinamene,  Christensen e Hutchence. Bentinho que amava Escobar que amava Capitu que não amava ninguém mais a não ser ela mesma, Cash and Carter, Super Homem e Lois Lane, Charles e Camilla. E a Diana? Well..
João Ubaldo e a bebida. Leonardo e a Monalisa, Sansão e a Dalila, Vagabundo e a Dama. A das Camélias com seu Armand, Victoria e Beckhman, João de Santo Cristo e Maria Lúcia e em algumas histórias há por perto um certo Jeremias. Bonnie e Clyde, Dafne e Apolo, Jude e Sienna. Jonathan e Jennifer, os Hart's. Bambi e Falena. Sid e Nancy. Marco Antônio, Júlio César e Cleópatra, é claro...
Salomão e Sulamita. Lucy e Charlie Brown. E dá pra esquecer da Patty Pimentinha nessa história?
(...)
Eu e Maridex. E só!




- Postado por: Cherry às 23h40
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Coisas do meu dia-a-dia...

Já faz alguns dias que essa questão me acompanha. Pra resumir, foi assim que começou: um belo dia eu decidi lembrar de pessoas sumidas da minha vida. Uma pessoa puxa a outra na tua lembrança. Feito uma corrente de argolinhas ovais de metal prateado que vai puxando a outra e a outra e a outra... Bem, só sei que nessa, e nem sei bem como (quem decifra as conexões malucas que o cérebro faz?), a questão me veio à mente e me acompanha até agora: Por onde andam as professoras de educação artística?

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Maridex está em crise. Ultimamente, quando ele tenta iniciar uma discussão e eu sinto que essa discussão não vai levar-nos a lugar algum e que ela é na verdade pra estravasar algum tipo de pressão que recaí sobre Maridex, eu apenas respondo silábica (Sim. Não. Vamos ver. Quem sabe? Tá bom, tá bom!), porque sei que agindo assim terei algum divertimento. Acho divertido ver Maridex tentando adivinhar os significados ocultos das minhas poucas palavras (porque quando é necessário muitas palavras não há divertimento...). E se eu cerrar as sobrancelhas, Maridex encontrará, pelo menos, 53 motivos/achismos para aquele cerrar. E eu lá, vendo o garoto se enrolar cada vez mais, e cada vez mais p*** da vida porque ele sabe que eu estou me divertindo com aquilo e mesmo assim ele não consegue parar.
Há um "quê" de sadomasoquismo em nós, não?

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Todos os dias eu acordo (graças à Deus!), abro os olhos e volto a fechá-los. Acho que é por isso que estou chegando atrasada ao emprego todos os dias...

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Eu ando sem pique pra escrever... Já tinha ciência que não escrevo bem, mas mantinha-me firme montada na minha teimosia (Quem vai montar seus cavalos selvagens?).  Sei que, além de talento, escrever bem só com exercício. E exercício me lembra uma série, repetições... E eu não quero ter a sensação de que estou copiando/repetindo alguém ou alguma coisa, afinal, tudo já foi escrito, e não foi por mim...

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- Postado por: Cherry às 00h19
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Eu surpreendo-me com a falta de dignidade em um ser humano. As humilhações pelas quais passam por um trocado. Outro dia vi um homem, numa loja, com uma jibóia enrolada em seu pescoço, com uma baita cara de medo e tendo que ler a dália para gravar o comercial do pet shop onde trabalha. Um horror!

Eu surpreendo-me com as estratégias que uma mente pode elaborar. Na falta de coisas produtivas  para se pensar, criam um sofisticado jogo de xadrez e antevêem cada jogada, sempre com um plano b (e em alguns casos, até com o plano c!), caso erre a leitura do pensamento do oponente. E eu fico pensando: "Meu Deus! Olha o que o ócio faz na vida de uma pessoa!"

E diz ai, não é pra ficar surpresa com a falta de critério que há para tudo? Não há critério para o voto, quem é o certo, quem é o errado. Falta critério pra julgarmos o que é imoral. Falta critério pra acreditar (ou não...) em Deus! Conheço um cara, ele é pastor. Ele mente, ele trapaceia, ele faz intrigas, mas é pastor. Está acima de tudo isso. E aquele ar de soberba nos cantos dos olhos e da boca? Não, nada disso é errado. Nem tão pouco é errado discriminar, menosprezar, prejudicar, levantar falso testemunho. Errada é a moça que pára o trabalho a cada três horas pra fumar meio cigarrinho enquanto bebe um café morno, quase grosso. Qual é mesmo o critério, hein? Falta critério para punir. O dimenor insensível que arrastou João Hélio é cupaldo. E nós, membros da mesma sociedade que ele, não temos nosso quinhão de culpa? Quais serão as punições dele e quais (outras) serão as nossas?

E surpreendo-me também com as virgens. Virgens de 22/23 anos. Sabe aquele tipo de gente que afirma não gostar da comida sem ter provado antes? Pois é... E fazem aquela carinha, sabe? É, aquela carinha de nojo. Pior do que elas, e na mesma categoria (categoria: coisas que eu reprovo em relacionamentos amorosos/sexuais), só mesmo os homens perfeitos. Sim, eles existem. E todas as mulheres já tiveram (ou tem) o homem perfeito. Perfeito demais que são impossíveis de amar... Ou sacrificante demais ser amada por eles... E você sabe: o amor não deve ser sacrificante, nem perfeito...

Claro, surpreende-me como algumas (e - hoje em dia... - privilegiadas) crianças são abençoadas por terem um mundo paralelo a este. Não é bom demais? Estão aqui neste mundo, porém nada de ruim existe nele. Tudo tão lúdico! E tudo com um frescor, com uma simplicidade, com uma ingenuidade... Ah, a ingenuidade, ela me deixa maravilhada...
Com certeza há mais coisas que me deixam surpresa. E são muitas. Mais o que me deixa intrigada é o porquê dessas coisas me surpreenderem, causarem admiração, ou espanto.



- Postado por: Cherry às 23h40
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O que está acontecendo com a humanidade?

   
(O Globo)                                                     (Site: O Globo)

 

 



- Postado por: Cherry às 00h20
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A Poesia e Eu



E cá eu pensando: 
Seria eu uma pessoa sem personalidade?
Ou seria eu uma pessoa que não consegue fugir das emoções?
Ou talvez uma pessoa que
não queira
fugir da personalidade ou das emoções?
ou ainda: Quem foi que disse que os poetas (sempre) têm razão?

 



- Postado por: Cherry às 00h12
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E quem se interessa?

Tá, é feio, mais fazer o quê se eu andava com preguiça de pensar? 
Assistia TV e era só desgraça. Minas alagada. Rio rendido aos bandidos. Sampa, prestes a completar 453, ainda é uma selva. Os animais somos nós, seus governantes, seus habitantes.
Vasculhava a internet. A nova onda, o Youtube? Não, soube que lá tem  imagens do Sadam sendo enforcado. Ultimamente só os campeonatos de poker online é que me atraiam. Viciei. Também andei lendo muita coisa na net. Muitas revistas eletrônicas, fucei em alguns sites de horóscopos (começo de ano, a gente acha que, já que na Terra a salvação não vem, quem sabe virá dos astros? Uma bobagem, mas...), muitos blogs.
Eu não abandonei esse outro vício. Refiro-me aos blogs. Continuei a ler muita gente. Porém, contentava-me de só achar bonito ou comovente um texto ou poesia, mais não queria pensar em que tipo de emoção ou questionamentos poderia esboçar deles... Saia dos blogs tão silenciosa quanto entrava. Comentar exigiria pensar, e eu estava com preguiça.
Li gibis. Turma da Mônica. A pedido de mini-me. E me diverti. Mini-me tem uma visão engraçada sobre a difícil arte de se conviver bem na sociedade infantil, como interagir e tal...
Maridex baixou os primeiros capítulos da sexta temporada de 24 HORAS LETAL. Jack Bauer virou meu herói. Está certo que ele é uma repaginação de Magaiver, mas tá valendo...
Trabalhei muito na primeira semana de Janeiro, muito mais do que já trabalho. Cobri férias de um colega e perdi o direito as minhas férias, pois (em off, em galera...rs) uma colega será demitida e eu terei que ajudar a cobrir seu setor, como se eu tivesse pouca coisa a fazer e como se eu estivesse disposta a pensar... Ah, sim! O feriado aqui em Sampa (vide segundo parágrafo deste texto)! Emendar? Nem pensar! Trabalhar na sexta, mesmo tendo minhas férias cortadas. Porque logo eu teria alguma tipo de regalia?
Amores? Tinha os meus, mas também não queria pensar neles. Acho que eram eles que andavam me dando tanta preguiça de pensar. Porque você vai pensando, pensando, pensando um pensamento vai puxando o outro e ai chega-se a conclusões (normalmente erradas...) e conclusões geram atitudes e eu não estava querendo tomar nenhuma.
E logo, logo a faculdade recomeça. Oba! Isso me deixa animada. Há luz ao fim do túnel. É pra lá que vou dirigir todo meu esforço e pensar, pensar, pensar...
Mais até lá, tudo o que eu quero é ser parente de uma ameba...
E pra uma parente de ameba, eu já escrevi demais...rs



- Postado por: Cherry às 23h37
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Feliz Natal, meus amigos!!!!!

 

 

 



- Postado por: Cherry às 17h59
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Amnésia

Havia dias assim, tinha se esquecido...
Dias em que sentia-se um lixo, por tudo o que tinha feito e por tudo o que tinha deixado de fazer. Dias assim, que você se arrepende de não ter aceitado certas coisas ("a corrente. É sua, quero que fique com ela"), se arrepende por ter aceitado outras...

Havia dias assim.
Mais fazia tanto tempo que estavam fora de sua rotina que tinha se esquecido deles. Só amores novos os trazem de volta...(Sentiu faltar o ar quando os lábios dele, retos e carnudos, se abriram num sorriso)
Em dias assim que sentia essa mistureba de coisas. Ansiedade. Alegria. Tristeza. Adrenalina. Nervosismo. (adorava a taquicardia que estava sentindo)
Era nesses dias que recordava cada momento do momento que mudou todo a sua vida. Porque um novo amor é sempre definitivo nesta questão. Ele chega e muda tudo. E você muito a contra gosto relembra o quanto é impotente quando dias assim voltam a existir ("Nesse momento, eu sou o que te basta").
Está fora do seu controle. Tudo. Uma vacilada, que pode ser um olhar, ou uma palavra, ou um sorriso (pior se for olhos que sorriem!), e tudo, pimba!, toma um rumo diferente.
Seu pensamento já não é mais seu. Torna-se de outra pessoa. Ela, no caso ele, te invade, você já não sabe mais quem é, lembra-se vagamente quem foi. Futuro? É um tempo mais incerto ainda! Principalmente porque tem certeza que errou, e muito, ainda mais se acreditou numa promessa. Uma única promessa ("eu sei onde te encontrar").

Dias assim, como aquele, são dias de ressaca. Você sabe que não devia ter sucumbido, sabe que vai doer a cabeça por horas intermináveis, mais ainda assim consegue identificar certa satisfaçãozinha que lateja e te faz querer mais, porque sabe que só assim essa "ressaca" irá embora. O corpo pede. Não só o corpo....

Pede por ele...

Em dias assim, Amanda sentia-se inútil. Não conseguia trabalhar, não conseguia pensar, não conseguia nada! Fazia dias, aliás, quase um mês, que havia voltado do hotel-fazenda e saíra de lá com a única promessa (teria sido uma promessa?): "não se preocupe, eu sei onde te encontrar". E nada de Lucas encontrá-la!
E além de todas as outras indagações que rondavam a sua cabeça, havia mais uma, porque em dias assim, elas, as dúvidas, proliferam...
Quando é que o amor começa a perder as esperanças, hein Jisuiiiiiiiis?



- Postado por: Cherry às 00h09
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O corpo ainda quente, os olhos descansando no céu estrelado que havia se tornado o teto do quarto. E como é que não havia percebido antes a Lua dos apaixonado que brilhava do lado de fora da janela?

********************************

O corpo esfriando, o teto se transformando em um terreno movediço sobre um olhar que voltava a se tornar humano. E como é que Amanda podia ser tão fútil sentindo um prazer quase púbere por ter sido de um homem de rosto e corpo tão perfeitos como Lucas?

********************************

O corpo tensionado, o teto que voltara a ser apenas teto para os olhos que tentavam disfarçar os receios. E porque alguém sempre tem que fazer um comentário inadequado?

- Achei que você tiraria a aliança.
- E eu achei que você tiraria a corrente.
- Eu quero que você tire...
- O quê? A aliança?
- Não, a corrente. É sua, quero que fique com ela.

Adoraria vê-lo sem aquela corrente, mas teria coragem de jogá-la fora?



- Postado por: Cherry às 00h09
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Eu sou a única que pode cantar fora do ritmo. Porque a mim pertence a autoria da tua melodia.
(Ninguém mais, a não ser você, precisa cantar comigo o refrão).
E não quero  ouvir você dizer que se foi o tempo em que ter tatuagem era sinônimo de arte e rebeldia.
(São nossas tatuagens que preenchem os vácuos da alma).
Mais também não quero ver o riso forçado na tua carinha de bom-moço.
(Quero o gesto que rasga o hábito).
E dói ver reproduzido nos teus olhos um Tsunami feito de poeira do ressentimento.
(Prefiro sua erupção, é quando meus sonhos transbordam)
Mais acontece que sou eu quem coloca exclamações, completa teu poema.
(Sem ti, seria um soneto, sem o último terceto)
E envaidece-me quando à mim se abandona...
(É no teu evangelho que tenho a redenção)
É nossa a sensação de que pulamos algumas datas no calendário, vivemos sem existir, porque é isso que acontece, não? Um melindre só nosso...
(Na libertinagem do teu corpo é que meu relógio descompassa)
Porque sou o desafio da tela em branco, um amor a ser desenhado, em cores ardentes, a fotografia da minha alma estampada no teu peito.
(Moldura bem delineada, para esse amor não oxidar...)



- Postado por: Cherry às 00h49
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A Andréa pediu e eu me auto-defino (essas características são imutáveis)

Coloque etiqueta em você. Liste cinco características suas, de você para com você mesmo. Depois indique mais gente.

1) Centralizadora, não gosto de delegar afazeres sabendo que posso fazer melhor (exceto os afazeres domésticos);

2) Não só falo sozinha como gesticulo no meio da rua. As vezes também caminho interpretando a Sra. Smith. Falta-me apenas uns 20 cms de altura pra causar o mesmo efeito que a dita;

3) Choro. Muito. E há momentos em que não esboço emoção nenhuma, fazendo com que os outros me achem insensível, apesar de todo mundo já ter me visto chorando...

4) Sou péssima pra decorar. Péssima pra fazer citações. Uma negação pra lembrar de filmes que já vi. Mais sou extremamente criativa pra embolar ditos populares, incrementa-los...

5) Não durmo bem sem meias. E odeio sapatos de salto alto. Sempre esqueço de passar hidratante. Se usar batom, que seja ele vermelho, tenho de todos os tons.

E se alguém quiser se etiquetar, sinta-se a vontade.

 EXTRA! EXTRA!


Jornal Notícias do Mundo de lá!

Moça mimada faz Raio X da alma de Amanda!



- Postado por: Cherry às 23h53
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Querer é o suficiente?

(Porque a Lela pediu...)

A quentura que sentia percorrendo seu corpo não era causada apenas pela proximidade da coxa dele com a sua. Nem por causa do hálito quente que vinha da boca dele quando soprava palavras banais, num esforço simpático de puxar conversa com ela, calada, intimidada com a presença dele. Amanda apoiava as mãos em suas próprias coxas que repousavam no assento do banco traseiro do táxi e era com esforço que as mantinha paradas, (semi) terrificadas.
A quentura que sentia era diferente. Sentia que vinha do coração. Que de lá, vazava, pelas veias, pelo sangue, enrubescia o rosto, deixava a mente em alerta. Era estranha para Amanda.
Havia um sinal amarelo piscando em sua cabeça. O que queria dizer? Que quentura era aquela que nascia em seu coração, tomava conta dela e sua razão não conseguia entender? Ou será que entendia e fingia que não, pois estava se derretendo com encantos daquele moço? Mais quais encantos, se nem bem o conhecia?

Olhou para ele, que também a olhava, com a expressão de garota de quinze anos perdida, dava até pra dizer que a expressão de seus olhos era amedrontada e em contrapartida, os olhos dele sorriam, novamente...

Se fosse apenas sexual seu interesse, se fosse por esse o motivo da quentura que sentia, não teria que se empenhar tanto para permanecer com uma das mãos parada sobre a coxa, quando uma das dele repousaram sobre ela. Porque relutava a se deixar entregue à ele quando sabia que era uma batalha perdida? E porque sabê-la perdida a deixava feliz e preocupada ao mesmo tempo?

Ainda se olhavam e agora sim podia classificar, afirmar, que estava amedrontada, com vontade de chorar, porque sabia que não daria certo. Talvez o que ele quisesse dela fosse menos do que ela precisasse. Talvez o que ele precisasse dela fosse mais do que ela podia oferecer. Talvez o tudo que ela oferecesse poderia parecer insatisfatório perto da grandeza do que aquilo poderia se tornar. Sabia que não daria certo, fosse lá o que fosse que eles almejassem. E os olhos dele sorriam novamente para ela, serenos, e nem isso aplacava a o medo que sentia...

- Tudo vai dar certo - e nesse momento a mão dele comprimiu a dela - Sente? Eu quero que tudo sempre dê certo. Acredite nisso.

- O querer passa Lucas. Até quando devo acreditar que querer é o suficiente?

- Nesse momento, eu sou o que te basta.


Essa coisa incessante de pedir desculpas à vcs pelo meu sumiço, me irrita! Não porque se desculpar é admitir a falha, mas porque não gosto (nada) dessa falha! Porém, toda desculpa tem uma justificativa (ou não seria desculpa, certo? rs). Justificativa para o sumiço da Cherry: Trabalho, família, problemas diversos e como se esses fatores não fossem suficientes ainda fui inventar de voltar a faculdade. Pois é, agora eu tenho tripla jornada. Profissional, mãe/esposa/dona-de-casa e estudante (ou seria quíntupla jornada? rs). Vocês me desculpam se eu demorar (mais ainda) para aparecer, aqui ou no blog de vcs?

Beijos galera!!



- Postado por: Cherry às 00h18
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Momento de desespero...


               Foto: Paulo César - De Volta Ao Útero (Olhares.com)

Eu nunca fui boa com a questão do tempo. Pra mim, ele passa.
Nem com nomes. Apesar de carregarmos eles, os nomes, por todo tempo. 
Assim como o tempo, essa indecisão passará. Como sangue que flui em ti, como teu nome e sobrenome, me terá.

Não se preocupe com o que não sou boa. Sou o que te basta. Então, não sinta medo. Não se apresse em dizer adeus, espere para dize-lo... Não se desespere. Não me desespere.
Não tenha medo...
Não se preocupe...
Sou o que te basta...
Não pense que pedaços poderão se partir, porque o tempo passará e os momentos que ficarmos juntos, servirão para te manter unido. Intacto. Completo.
Não diga agora adeus. Espere.
Talvez não tenhamos muito tempo. Apenas o que suficiente para me chamar. Me chamar de amor. E quando nosso tempo passar, serei eu o amor que teve, não aquele que não pôde acontecer...
O nosso tempo vai passar, sim, eu tenho consciência disso...
Os verbos no futuro são extravagâncias inacessíveis para nós, juntos, mas...
Não se preocupe...
Não tenha medo...
Porque meu amor por você, ainda será (sempre) o mesmo. E o seu por mim, inegável. Por isso, não diga adeus, não ainda.
Se preocupe apenas em eternizar o tempo enquanto estivermos juntos que eu não vou me importar com os nomes pelos quais me chamar... Mais adeus, agora não, para que eu não vire um amor desconhecido, frustrado, pesado...


Quero agradecer MUUUUUIIIIIIITOOOOO a minha querida Loba que me socorreu nesta mudança de template depois que o outro (que eu tanto gostava...snif) apresentou problemas. Tks Loba!!!



- Postado por: Cherry às 23h25
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- Qual é o quarto dele?

Para sustentar tamanha petulância, só mesmo um decote da mesma extensão! Foi apenas quando se debruçou ligeiramente sobre o balcão de atendimento e percebeu a expressão do rosto do recepcionista afrouxar ao admirar o conteúdo do decote da blusa que usava, que se encheu de volúpia e fez a pergunta.

- 48.

Se soubesse que seria tão fácil, não teria enrolado os longos cinco minutos de conversa com aquele sujeito! Exibiria-me de uma vez! Todo mundo tira proveito de suas qualidades, então, que mal há se a causa é nobre?
Encostou o dedo indicador nos lábios pintados de vermelho e jogou-lhe um beijo de agradecimento.
Nunca hesitara tanto para apertar o botãozinho do andar. Segurou-se para conter o desespero de ver a porta do elevador fechar-se. Sentiu frio na barriga quando começou a subir. Pior foi jogar-se pra fora dele quando a porta abriu e deu de cara com a plaquinha informando o número do quarto na porta a sua frente: 48.

Virou-se decidida a retornar para o elevador, e até daria tempo de entrar se não tivesse ficado paralisada no meio do caminho ao ouvir o trinco girando. E em um impulso, voltou a ficar de frente para a porta do quarto 48, já aberta, escancarando Lucas a sua frente.

Depois de um dia inteiro de saudade, depois de um dia inteiro pensando nele, depois de um dia inteiro sem vê-lo, lá estava ele: inteiro.
Mais de 1,80 de massa, o jeito de menino do rio, cabelos negros levianamente desgrenhados, olhos sempre sorridentes, puxadinhos, serenos, tão negros quanto os cabelos, boca largar, grossa, carnuda, a barba por fazer, o brinco de argolinha,  a camiseta pólo de marca contrastando com a simplicidade da calça jeans surrada, a maldita correntinha!

Mecanicamente prendeu o lóbulo de sua orelha entre o polegar e o indicador, apertando uma das sementes de mostarda. Sim, a acupuntura ajudava-lhe a manter a ansiedade um ou dois degraus mais baixos.

- Eu vou sufocar! - o jeito era falar a verdade - Não aguento mais! Sou claustrofóbica! - mais com algumas precauções - Estou me sentindo enjaulada nesta fazenda! Você não está se sentindo assim também?

Ele jogou a cabeça para trás, sorriu.

- Estou. Por isso chamei um táxi pra me levar pra cidadezinha mais próxima pra jantar. Quer ir comigo?

Amanda ofereceu-lhe o braço de um jeito brincalhão e da mesma forma o braço dele o enlaçou.

Quem fizera o convite a quem?



- Postado por: Cherry às 23h30
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Da série: A internet é prejudicial a sua vida (amorosa, social, profissional...)

Orkut pode acabar com seu relacionamento (se é que isso já não aconteceu...)

 
Dia desses, eu, maridex e mini-me fomos a um desses famozéééééérimos fast-food's da vida. Estávamos no caixa, enrolados com o brinde que acompanhava o lanche de mini-me (que escolhia o amarelo, não, não, o azul. O azul não, o roxo. Mais a kombi é tão bonita!!) quando percebi que discretamente maridex cumprimentava uma morena bonitona. Grandona. Cabeludona. Quartudona. Bem, vocês entenderam...
Como qualquer mulher normal (porque eu me julgo normal, o que já não é um bom sinal...), ao sentarmos à mesa perguntei quem era a morenona. Ele me respondeu com a cara mais normal do mundo, suponho eu, porque olhando para o hambúrguer ele estava, olhando para o hambúrguer ele permaneceu, que era aquela menina do Orkut que eu tinha perguntado quem era na semana passada. Oras! Estaria eu virando uma paranóica em relação aquela garota?
Enfim, passou uns dois dias, lá fui eu dar uma olhadela banal no Orkut dele. E adivinhem? A moça deixou um scrap. Dizendo que achou bacana ter encontrado ele lá, blábláblá, mas que não se sentiu à vontade para se aproximar e puxar conversa por causa da esposa dele.
Como assim??? Eu tenho cara de psicopata????
Tá, logo de primeira eu não sou a pessoa mais simpática do mundo, não arreganho a boca mostrando meus liiiiiiiindos dentes num sorriso, mas também não tenho uma cara tão fechada assim a ponto de me condenarem uma ciumenta, barraqueira, psicopata, paranóica!
Confesso que eu morri de vontade de olhar o que ele escreveu de resposta à ela, mas me contive. Vai que a garota me vê lá, bisbilhotando o perfil dela (tentei achar uma palavra mais bonitinha pra colocar, ao invés de bisbilhotando, mas não há. A palavra é essa mesma...)? Porque agora o Orkut te denuncia! Ai sim ela teria certeza que deveria manter distância!
Pois é, como (me roí, mas) não olhei, eu tenho convicção de que não sou psicopata. Nem neurótica. Nem ciumenta...
O que me irritou muito, foi que maridex não acreditou no motivo que eu dei quando ele me perguntou porque eu olho o perfil dele no Orkut e nunca deixo recados, se era só para olhar os scrap's. Ao que, de nariz empinado e com um arzinho esnobe, respondi:
- Claro que não! Entro lá e olho as fotos que você não muda faz tempo, procuro pessoas em comum para adicionar ao meu, comunidades... E as veeeeeeeeeeeezes leio seus scrap's, como leio os de qualquer outra pessoa...
Bom, não foi crença que senti no som da gargalhada que ele soltou...
Ele que ria! Eu sei que sou normal (releia a sétima e oitava linha deste texto), não sou psicopata, nem neurótica e muito menos ciumenta...
Mais fica aqui o aviso: O Orkut é prejudicial a relacionamento entre pessoas que sejam...



- Postado por: Cherry às 20h14
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imagem: fotosearch

- Sou, por quê? Algum tipo de preconceito contra as casadas? - Amanda conteve a gargalhada que sentiu vontade de dar. Uma única tragada já a fizera falar besteiras. Devolveu-lhe o baseado.

- Não - ele interrompeu a repostas para segurar a fumaça em seus pulmões - mais vou ter que mudar minhas intenções para com você.

- Isso é preconceito!

E a risada explodiu. Entre os dois.

Ferrou! Após soltar a baforada de fumaça do último trago e passar a Amanda a bituca, ele se levantou. Parado frente a piscina. Gigante ao lado dela. Ele vai embora.

- Preciso esfriar o corpo.

Hipnotizada prestou atenção em cada detalhe daquela cena: Lucas levantando a camiseta regata, verde (que contrastava bem com a pele bronzeada - morena avermelhada, classificara ela - que fazia a corrente de argolinhas ovais de metal prateado reluzirem - ninguém é perfeito...), até deixá-la cair sobre  as lajotas. E foi com a mesma calma e naturalidade que ele abaixou a bermuda e a cueca juntas (ou era sunga? Não se adaptava as modernidades underwear's masculinas) e se jogou na piscina, feito narciso. Quando emergiu, a água límpida escorrendo da cabeça ao peito, ele abriu os braços, metade dentro, metade fora da água, abrindo caminho pelo Mar Vermelho (Amanda você está delirando...).

- Entra aqui.

Pensou na calcinha e no sutiã que usava. Não eram feios, dava pra arriscar tirar tudo, como ele.
Diante da hesitação dela, Lucas, ainda brincando de adivinhar-lhe o pensamento adiantou-se e facilitou as coisas para ela:

- Não precisa tirar a roupa, como eu fiz. Sei que é mais difícil pra você.

E era mesmo. Não pelo fato de mostrar o corpo. Isso era o de menos.
Segurou a saia e como já estava bem a beira da piscina, só teve que dar um impulso com as mãos para se jogar nela.
Sentiu os pés encostarem no piso, mas a cabeça continuava abaixo da água. Se não quisesse morrer afogada (e pensar nisso deu mais vontade de rir), teria que nadar até Lucas, onde era mais raso. Não sabia como, mas nadou. Com um dos braços esticado para frente procurando por ele. Odeio abrir os olhos em água clorada!
A mão encostou-se a algo que imaginou ser a barriga de Lucas, apoiou novamente os pés no piso da piso da piscina e ergueu-se, ao ver-se livre da água, com as narinas livre para respirar novamente, o fez. Respirou fundo e abriu os olhos. Deu de cara com a infeliz correntinha no pescoço dele. Muito próxima ao rosto dele. Agora com as duas mãos na barriga dele. E com as mãos dele na cintura dela.

- Se você pudesse se desnudar, ficaria mais fácil nadar até mim.

Amanda encostou seus lábios nos dele (não perderia essa chance!) e desvencilhando-se saiu da piscina.

- Boa noite, Lucas. Sonhe comigo.

Se ele lesse (mesmo) pensamentos, saberia que estou nua...



- Postado por: Cherry às 23h05
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Deveria recusar?


imagem: fotosearch

Frustração. Ansiedade. Agitação. A boa e velha insônia havia voltado. Essas foram as sensações que a tiraram de seu quarto, fizeram com que ela atravessasse o saguão e chegasse até a beira da piscina. Sentou-se à beirada.
Achara um modo de esfriar a cabeça: molhando os pés.

- Ah! Então é assim que você esfria a cabeça?!?

Como ele sabia?

E sentando-se ao lado dela, esclareceu:

- Vou te contar um segredo: leio pensamentos...

Ah! Não lê mesmo!!! Ou saberia exatamente por onde se perdia o pensamento dela enquanto esgueirava o olhar pelo dorso dele...
E isso revelado, a enrubesceria imediatamente. Apesar do nervosismo e das mãos geladas, não enrubescera.

- E como hoje estou distribuindo segredos, vou te contar mais um. Eu esfrio a cabeça desse jeito...

E puxando do bolso traseiro da bermuda, com a mão direita, um pacotinho e um pequeno papel de seda, começou a bolar um baseado.

- Importa-se?

Balançou a cabeça para os lados enquanto agitava a mão direita como se dissesse que não se importava e como se recusasse a oferta implícita.
Deveria negar?
Já fazia muito tempo desde a última vez que fumara um. Podia jurar que fazia quase uma década. Mais evitava jurar. Não acreditava em juras, nem nas suas.
A língua, grossa e rosada, deslizando e umedecendo a cola do papel. Os dedos friccionando levemente o rolinho que girava por entre eles. A provocação no ato de encaixar o cigarrinho maldito em um dos cantos dos lábios e arquear uma das sobrancelhas no outro canto do rosto. Foi só porque o importa-se dele soou feito desdém que ela respondeu:

- Só se você se importar em dividi-lo comigo.

Ela estendeu a mão esquerda, pedindo pelo baseado já aceso.
E viu os olhos dele pararem de sorrir.

- Você é casada, Amanda?


As vendas continuam!!!!!!


lobamulher@uol.com.br
conversademulheres@hotmail.com



- Postado por: Cherry às 13h38
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Livro!!!!!!!!

Um livro muuuuito bom está a venda. E o mais legal: escrito por blogueiros!
Aos amigos (solidários..rs) informo a quem quiser compra-lo: o valor (que chega a ser ridículo de tão barato se comparado a qualidade!) é de R$16,00 já incluso o valor da postagem!!! Tá esperando o que pra encomendar o seu até o dia 15/06/06????

 

Pode encomenda-lo(s) através do meu email: conversademulheres@hotmail.com ou através do email: lobamulher@uol.com.br.

Façam sua(s) encomenda(s)!!!! rs..

Beijos pessoal!!!!



- Postado por: Cherry às 08h29
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Janelas (sempre) abertas...

Eu num me aguento de felicidade!!!
Não sou escritora. Bem que queria ser. Mais não sou...
As vezes acerto num texto. Talvez nem na gramática, nem na estética, nem nas metáforas (fracas). Acerto no tema. No enfoque. Talvez...
E raramente me orgulho do que escrevi.
O meu texto publicado em 10.05.06 é um dos quais eu me orgulho.
Primeiro a Nina, que me alegrou muito mandando-me o texto publicado em 23.05.06.
E agora o Zeca, com sua versão masculina!!!
Obrigada!!! E um abraço apertadinho!!


Clique na imagem



- Postado por: Cherry às 08h19
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Príncipes Viram Sapos

As horas voam e nossos pensamentos voam juntos, e minha folha continua em branco. Como falar sobre um assunto tão pessoal e polêmico. Mas vou tentar retratar a vida de Carolina, dona de casa, mãe, esposa, mulher  centrada, guerreira, e inteiramente emotiva, romântica e sempre sonhou com o príncipe encantado. Vamos ao seu depoimento:

Passei 14 anos brigando com um homem, porque não consigo entendê-lo. Nunca entendi porque alguns homens têm tanta necessidade sexual, nunca estão saciadas. Uma mulher só não basta. Se uma noite a esposa foi dormir mais cedo e não transaram, ele busca desesperadamente a satisfação, ou se masturba, ou busca um sexo virtual na net. Pronto já pode ir dormir satisfeito, gozou o gozo da realização de ter comido uma mulher diferente esta noite!!
Estou falando isso tudo, porque, eu sou uma mulher que tive um marido que passou 8 anos da nossa relação diária se masturbando, escondido, e me comendo pelo menos 4 ou 5 vezes na semana. Transávamos e fazíamos tudo que possa existir no sexo, eu até pensei que seria malabarista. Mas todas as formas de amor numa cama, nós vivemos. Aprendi a gostar de fazer sexo com ele, meu corpo necessita do sexo dele. Mas não queria dividir esse prazer com mais ninguém, eu era só dele, não desejei outro homem. Quando descobri essas fugas masturbatórias, fiquei acuada, me senti traída, porque esconder? Masturbação é saúde, dizem os psicólogos. Percebi nas palavras de Carolina, que psicólogos erram .Agora a Carol pareceu-me revoltada... Pois é freqüentei o divã e tentei esclarecer essa interrogação enorme sobre os homens? Sentia-me a última das mulheres.. presenciar meu marido se masturbando porque olhava as garotas do Fantástico, ou ficar de pau-duro quando passa uma dona gostosa. Eu tinha certeza que se masturbaria mais tarde. Carolina ficou com o olhar perdido, pude ver que uma lágrima estava preste a rolar .. muito desconcertada, secou rapidinho, pensando que eu não tinha percebido.Carolina tinha uma necessidade muito grande de saber se nessa relação, existia amor, carinho.
Mas as coisas tomaram outro rumo. Como uma fera ferida, ela se fechou, deixou de ser mulher, dedicou-se à família , aos filhotes . Às vezes fazia um sexo aqui, outro ali, também não era de ferro, e gosta muito de tal sexo.

Carolina continuou a falar ... As cobranças tornaram-se maiores, aquela mulher que o tal homem amou e desejou, desapareceu, tornou-se uma cobra, exigia tudo dele, maltratava , humilhava e esse homem fica sempre colado em mim, nossos laços estão presos por nós imensos de marinheiros experientes.
Como mulher, sentia-me arrasada, desprezada, queria falar de amor, queria fazer amor, queria sentir-me desejada por um homem . Então busquei na net o sexo virtual, e foi aí que embarquei nos mares lusitanos, conheci um homem bonito, jovem ainda, culto, nostálgico e deprimido. Estava arrasado porque sua mulher lhe chifrou, e eu fui à tábua da salvação. Percebi nos olhinhos da Carol um brilho diferente . Não a interrompi, ela precisava falar ... Não vou me desmerecer, ainda sou lindona, chamo a atenção pela minha voz, os cabelos cacheados, a boca carnuda, os seios fartos, a cintura bem marcada , coxas grossas etc. Carolina ainda tinha alta estima , pensei, essa mulher vai longe . Ela continuou contando-me sobre o tal português.. Ele veio assim, conversamos de tudo, trocamos músicas, falamos de vida, Garcia Márquez, Filosofia, poesia. Falamos dos nossos sentimentos, das nossas intimidades e por fim nos envolvemos numa paixão virtual. Aquela vontade de estar junto, trocar juras de amor, e rolou claro, o sexo . Eu com vergonha, acanhada, afinal nunca mais fiz amor com outro homem em 14 anos. Mas não fiz amor nenhum, apenas me masturbei na frente da Cam, ele lá e eu cá, e por fim gozamos, entre gemidos e palavrões. Foi uma experiência, mas dentro de mim, uma voz dizia.. estou vingada. Os olhos de Carolina, tentaram desviar dos meus. Carolina estava envergonhada. Eu apenas disse-lhe, não tem do que se envergonhar, não estou aqui para julgá-la, então ela sorriu, aquele sorriso lindo, que só a Carolina tinha e continuou .. Emudeci, tranquei-me no meu quarto, fiquei assim por vários dias. Mas sempre voltava para frente da telinha, encontrar meu amor virtual. Fizemos sexo 3 vezes, mas eu não sentia o tesão esperado. Ele claro, foi ficando desanimado, porque eu vinha teclar com ele, querendo ouvir coisas bonitas, ser mimada, elogiada. Ele vinha buscar o sexo, e eu nem um pouco disposta a tirar minha roupa e masturbar-me, apesar de que vê-lo do outro lado, me motivava, mas eu queria sentir cheiros, gostos, peles, línguas, e isso ele não poderia me dar.

Todos os dias ele vem encontrar-me. Hoje conversamos sobre tudo, falamos de sexo, de fantasias, comparamos o sexo feminino com a orquídea, e ele me pediu, vamos transar. Eu não respondi, aproveitei e perguntei...Você não se satisfaz com sua esposa? ele disse : sempre preciso de mais, e quando ela se nega, eu me masturbo, ou busco sexo virtual, não posso ficar sem... Essas palavras me fizeram voltar no tempo. E Eu disse-lhe, sabe.. eu estou aqui contigo por causa desse PRECISAR MAIS . Ele não entendeu nada, claro, tentei explicar em poucas palavras, meus 14 anos de vida conjugal, e o que me fazia sentir tão desprezada e porque eu busquei nele um pouquinho de amor...

Então entendi, que não adianta fugir ou mudar o marido, muitos homens são assim, não posso ousar dizer que todos, mas posso colocar nesse caldeirão a grande maioria. Mas como mulher, sinto-me mais traída , porque aquela esperança de um príncipe encantado, ainda não saiu de dentro de mim, e olha que já vivi alguns bons aninhos esperando por ele. E meu príncipe lusitano virou sapo.

Fiquei a olhar Carolina, ela agora estava calada, esperando meu comentário. Permaneci um longo tempo a fitá-la, não queria dizer nada, apenas abraçá-la, escutar seu coração bater.. então segurei suas mãos e disse-lhe, esse seu marido é um tolo, não sabe que linda mulher ele tem, e nem tem consciência do amor que sentes por ele. Nem mesmo Carolina de dera conta disso . O seu amigo português também é um tolo. Perderá a esposa e nunca lhe teve.

Agora não venha colocar todos homens no mesmo caldeirão, não é viável, eu entendo suas feridas, alguns príncipes viram sapos e sapos viram príncipes, outros nascem sapos e outros nunca chegam a ser príncipes e nem sapos Ela olhou-me com aqueles olhos de fera, e disse-me: os meus são sapos agora. Percebi que Carolina, estava ainda sangrando, e nada que eu dissesse faria diferença.

O que Carolina não viu foi o amor do marido, que mesmo maltratado e humilhado, está ali, firme ao lado dela. Que ele também é humano. Existe o desejo por outras mulheres, quem pode condenar seus sonhos.

Carolina é ainda uma garotinha, não está sozinha e não crê mais em príncipes. Ela sabe que pode pegar seu homem pela mão e viver sua realidade sem medo do amor que ainda existe, meio que precisando de um reforma . Sobreviventes de desejos libidinosos seguirão até não respirarem mais . Carolina é assim: menina, mulher maravilhosa , tem qualidades e defeitos, mas têm um tempero todo dela, que a faz diferente de todas as outras mulheres e por isso seu homem cai de amores por ela.


Esse texto chegou na minha caixa de email's e assim que o li, sabia que devia publica-lo! A Nina, uma (suponho) nova leitora aqui do Conversa, me mandou, dizendo que o meu texto anterior a fez lembrar desse conta qua havia escrito e eu, claro, achei-o ótimo! Então, como tudo que é bom a gente divide (menos maridex, é claro.. kkkkkkkkkk)...

Aproveitando a oportunidade (rs), quero me desculpar com os amigos blogueiros. Sei que ando sumidinha de alguns blogs, mais é só uma fase. Longa, é verdade. Mais tudo acaba um dia..rs. Então, logo logo eu voltarei a zonear no blog de vcs! Beijos!!!



- Postado por: Cherry às 08h38
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